16 de dez. de 2008

Chimbinha vai reconstruir casas em Recife

Depois de quase duas horas de depoimento, o músico Cleidvan Almeida, o Chimbinha, guitarrista da Banda Calypso, deixou a Delegacia da Mustardinha no início da tarde de ontem afirmando que se responsabilizará pela construção das sete casas atingidas pelo avião King Air B200, que caiu no bairro de San Martin, no dia 23 do mês passado. Acompanhado do advogado Marcos Benevides, Chimbinha garantiu que as famílias vão receber de volta tudo que perderam por conta do acidente. "Não tomamos outras providências antes porque a seguradora não permitiu. Mas agora tivemos a autorização para agir", declarou. A aeronave caiu quando voltava de Teresina, no Piauí, matando o piloto Eurico Pedroso Neto e o produtor da banda, Gilberto Silva.

O interrogatório do guitarrista começou pouco depois das 11h30. Enquanto o guitarrista prestava depoimento à delegada Genezil Coelho, fãs da banda Calypso se aglomeraram na porta da delegacia. Quando ele saiu da sala do cartório, às 13h30, a calçada do prédio já estava tomada por crianças, adolescentes e mulheres. Todos queriam ver de perto o marido da cantora Joelma. Com a expressão visivelmente assustada, Chimbinha falou pouco com a imprensa. Respondeu rapidamente algumas perguntas dos jornalistas e foi embora no carro do seu advogado. O guitarrista voltou a afirmar que a aeronave era de uso exclusivo da banda e não fazia táxi-aéreo. "Não havia nada de errado com o avião", resumiu.

Cotação - O músico Chimbinha entregou a delegada Genezil Coelho uma cópia do ofício que recebeu da seguradora Chubb do Brasil autorizando a antecipação da construção das casas. O valor ficará menor que R$ 150 mil e dependerá da cotação dos serviços. Segundo o advogado da JC Show, nome jurídico da banda Calypso, Marco Benevides, a seguradora solicitou cotações de empresas de construção. "Assim que tivermos o Ok da seguradora, iremos iniciar as obras", adiantou.

A delegada Genezil Coelho informou que vai pedir prorrogação do inquérito por mais 30 dias. Segundo ela, falta colher depoimentos de dois sobreviventes da queda do bimotor. "Também ainda não recebi cópias das perícias, entre elas o laudo da Coordenadoria de Defesa Civil do Recife", acrescentou.

Na última sexta-feira, moradores das sete casas atingidas com a queda do avião fizeram um pequeno protesto no bairro. Eles pediam agilidade no pagamento das indenizações. O advogado que defende as famílias, Henrique Lima, já fez um levantamento dos estragos. Entre os sobreviventes do acidente, apenas o empresário Valmir de Oliveira permanece internado no Hospital Santa Joana. Valmir está na Unidade de Terapia Semi-Intensiva, mas ainda não tem previsão de alta.

Fonte: Forró Dicumforça

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